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Pequenos passos, grandes conquistas ! Por Cléo Dumas Vinte de julho de 2009… 40 anos se passaram… eu me lembro daquele dia (nao se engane ja fazia alguns anos que eu havia nascido), tinhamos uma TV branco e preto e ela ficou ligada o dia todo, eu me lembro! Vovô via aquilo tudo com cara de pastel e considerava uma grande farsa, como alguns ainda hoje classificam a empreitada. Fiquei em duvida se aceitava a incredibilidade dele ou se acreditava que ‘Perdidos no espaco” poderia vir a ser realidade um dia. A célebre frase de Neil Armonstrong “É um pequeno passo para um homem, mas um gigantesco salto para a humanidade” jamais será esquecida, e desde então o homem passou a “saltar” para o espaco.
Os reflexos na sociedade mundial aconteciam concomitantemente. Começou num bairro de São Francisco, na Califórnia, o Haight - Aschbury, com "as crianças das flores" (flower children), quando gente jovem lançou o movimento "paz e amor" (peace and love), rejeitando o projeto da Grande Sociedade do pres. Johnson. A partir de então tomou forma amovimento da contra-cultura - chamado de movimento hippy - que teve enorme influência nos costumes da geração dos anos 60, irradiando-se pelo mundo todo. Seu apogeu deu-se com o festival de Woodstock realizado no Estado de N.York, em 1969. Passeatas e manifestações ocorriam em toda a América. Milhares de jovens negaram-se, pela primeira vez na história do país, a servir no exército, desertando ou fugindo para o exterior. Esse clima espalhou-se para outros continentes e como reflexo da grande rebelião estudantil no Brasil ocorrida em março de 1968, contra o regime militar implantado em 1964, a contra-cultura instalou-se também em nosso País. Na França, o movimento se instalou com a revolta universitária contra o governo do Gen. de Gaulle. Outras ainda ocorreram no México e na Alemanha e Itália. O filósofo marxista Herbert Marcuse afirmou que a revolução seria feita doravante pelos estudantes e outros grupos não assimilados pela sociedade de consumo conservadora. O festival de Woodstock sonhado e Todos esses fatos históricos, nos levam a crer que a história se faz independente de seus idealizadores. A humanidade tem o dom de suportar as regras interesseiras dispostas por aqueles de tentam determinar seus caminhos, até o momento em que num despertar repentino passa a comandar os acontecimentos, e assim regras são quebradas, e a razão humana em busca da liberdade e do direito de viver de forma digna explode em pequenos e grandes movimentos, feitos pelo povo, para o povo, transformando a sociedade em sua maneira de pensar e de agir.
A conquista do espaço, teve seu primeiro lance com “um pequeno passo para o homem”, desacreditado por muitos e realizado por poucos. O vietnã trouxe a baila a dimensão da crueldade que é capaz de destruir um povo, mas despertou outro para a necessidade de paz e harmonia na construção de uma sociedade justa. Woodstock, a princípio idealizado por alguns como uma forma de decidir o que fazer com muito dinheiro e com o resto de suas vidas, tornou-se com sua realização um marco de transformação. Muitos dizem que Woodstock, foi o fim de toda a ingenuidade e utopia que cercavam os anos 60. Outros dizem que foi o apogeu de todas as mudanças e desenvolvimento na sociedade. Mas todos concordam que o festival foi um marco importante não só para a história da música, mas para a história do homem. Fazer história é assim, um pequeno passo se tranforma em salto, a crueldade de poucos faz despertar a sensibilidade de muitos, e a reunião de alguns pode unir muitos e transformar o mundo. Fontes consultadas:
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